quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Permita-se AMAR!!!


Adoro esse texto!!! Já trabalhei muitas vezes com ele no consultório. Leiam! Beijos a todas! Flávia Amorim Rizkalla


Permita-se amar!!!!

As pessoas vivem fazendo comparações entre elas mesmas e os outros. Comparam também as pessoas entre si. O tempo todo ficam imaginado que, se algo fosse diferente no parceiro, ele seria melhor. Quando você entra no jogo da comparação, sempre há alguém que sai perdendo. E, geralmente, quem sai perdendo é você. Ao se comparar, você fica impedido de ver o quanto você é único e especial.
Muitas vezes, as pessoas se sentem agredidas pelos atos negativos do seu companheiro. As características básicas das pessoas que procuramos coincidem, ou se opõem, na maioria das vezes, às de alguma pessoa especial e importante da nossa infância.
Quando iniciamos uma relação geralmente, vemos o outro como uma pessoa diferente dos parceiros anteriores e muito especial. Porém, à medida que os problemas vão surgindo, começam as comparações com o último relacionamento e, depois de algum tempo, reafirma-se a crença negativa de que amar não dá certo. Dessa maneira, é muito fácil, por exemplo, o casamento entornar em pouco mais de dois anos.
O grande desafio é, justamente, nos desvencilhar da imagem projetada que fazemos de nós mesmos e de quem está ao nosso lado, nos permitindo aceitar as maravilhosas qualidades do ser humano e os defeitos também. Quando, num relacionamento, não estamos amando o outro, mas a imagem que construímos e buscamos encontrar, e essa imagem cai, permitindo-nos vê-lo exatamente como é, há um desinteresse, um desencanto. Enquanto vivermos sob o domínio da neurose, com sistemas de comparações, jamais amaremos alguém com a intensidade de que idealizamos. Amamos nos sonhos e ficamos sozinhos quando acordados.
Há uma frase de que gosto muito diz: "O casamento dá certo para quem não precisa de casamento". Normalmente, a compulsão de casar e de viver junto nascem de uma dependência. As pessoas esperam um complemento. Essa não é a função de um relacionamento, o outro não vai preencher uma lacuna, mas sim, ajudar a desenvolver o que elas não têm. Infelizmente, a maior parte das pessoas odeia sua própria companhia e vê no outro uma forma de "salvação".
Devemos perceber que a única maneira de amar o outro é nos amando. À medida em que você vai desenvolvendo a paz, mais você vai gostando de ficar com você e seleciona melhor seu possível companheiro. Se a pessoa tem baixa auto-estima, usará o outro para "tapar o buraco" de suas carências. No entanto, ninguém resolve a carência de ninguém.
Conviver e saber aceitar a idéia de que qualquer relacionamento pode acabar é a chave para o amor saudável e construtivo. Tentar dominar o parceiro por ter medo da perda, só faz com que ele se afaste ainda mais. Esse é outro grande desafio da arte de amar: lidar com a possibilidade da perda, sem dominar o outro.
... “O valor das coisas não estar no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem... Por isso existem momentos inesquecíveis e pessoas incomparáveis...” Fernando Pessoa


Flávia Amorim

Um comentário:

Daniela Valadares Figueiró disse...

Gostei do texto é bem por ai... Conheço pessoas que não se amam e sofrem por que não são amadas, um paradoxo, e pessoas que projetam seus anseios de maneira tão exagerada no outro, que criam personagens que só existem na imaginação delas e não conseguem suportar a dor e a delícia de amar o outro como ele realmente é!
Dani